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Perceber e Observar

"Aquela lanchonete sempre esteve ali?"
Alguma vez aconteceu algo parecido com você? Em seu caminho diário, de repente, apareceu um estabelecimento que você jurava que não existia. Num ambiente comum, tem algo que você nunca observou, ou mesmo na pessoa que convive com você diariamente, uma característica que você nunca tinha notado.

O poder de percepção e observação é diferente em cada um de nós, parece óbvio, só que nem tanto assim, basta contar uma história e perceberemos como ela se propaga, as pessoas que a replicarão podem até jurar que estão contando a mesma história, raramente será.

As pessoas, as circunstâncias, os caminhos, as características, o horizonte, contar uma história exige muita percepção do todo e observação dos detalhes. Aquele livro imenso e no fim você tem a sensação de que poderia ter finalizado muitas páginas antes, ou aquele que terminou rápido demais, são no mínimo falhas de percepção de quem escreveu.

Um bom escritor precisa ser um bom observador,…

Compreensão, essa é a palavra


O que compreender quando se quer viver.
Viver agora, hoje.
Compreender que a oportunidade de hoje fará o futuro, e que o futuro é lá na frente ou só um pouco depois, não importa, é futuro, é incerto, é desconhecido, é desafio.
Compreender o passado, doce ou amargo, deixou lições e formou experiências.
Compreensão, essa é a palavra que nos ajuda a demitir a ilusão e viver a razão.

Comentários

Angela Lira disse…
As vezes não entendemos que a espera é a melhor solução, e atropelamos os próprios passos na tentativa desesperada de acertar. Sem enxergar que as melhores oportunidades está na nossa frente, em poucos passos.

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Fora da Clausura

A clausura do pensamento retido e contido na experiência alheia e ao leo. A clausura na preguiça, no desânimo, na moleza, no sono, na mesmice indolente que prostra, esmorece e submerge no ócio. A clausura na esterilidade mental, no desprovimento de capacidade, na improdutividade intelectual, no esgotamento físico, prisão no desimaginativo. A clausura na recordação nostálgica, na tristeza, na mágoa, no rancor, na falta de liberar o perdão, na dor, na viuvez, na solidão, na orgia, no calor, no frio, na saudade, no amor, no ódio, na doença, na morte.
O que te prende?
O livramento vem pelo pensamento liberado, livre, criativo, vivido, singular ou plural, ativo, animado, trabalhado. A liberdade é fertilidade mental, prazer físico e construção sonhadora, atividade focada e firmeza. Não existe claustro quando a saudade é saciada, quando o sonho é realizado, quando o amor é sentido, a dor aliviada e a solidão é despedida.
O que te mantém livre?

Perceber e Observar

"Aquela lanchonete sempre esteve ali?"
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As pessoas, as circunstâncias, os caminhos, as características, o horizonte, contar uma história exige muita percepção do todo e observação dos detalhes. Aquele livro imenso e no fim você tem a sensação de que poderia ter finalizado muitas páginas antes, ou aquele que terminou rápido demais, são no mínimo falhas de percepção de quem escreveu.

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Cervantes e Verne

Eu não sei com exatidão a idade que eu tinha na época, acredito que treze ou quatorze anos, estudava pela manhã, na hora do recreio eu subia para a biblioteca, não, eu não era um nerd! O setor disciplinar da escola fez umas recomendações, tipo umas terapias de grupo para as crianças acima do normal, lógico que eu era acima do normal, quer que eu diga o quê? Enfim, o que eu quero contar é sobre o meu encontro com Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote.
Calma, estou falando do encontro literário com Dom Quixote, o cavaleiro atrapalhado e paranoico junto com seu escudeiro gordinho e realista, foi o livro que mudou a minha forma de ler. Depois dele eu queria mais como ele, a partir de então a leitura virou uma prática.
O que tanto me impressionou além da história em si, foi a criatividade do autor, desde então isso é o maior atrativo para mim. As obras de Julio Verne são incríveis desse ponto de vista, a mais de cem anos atrás, Verne escreveu sobre coisas impossíveis e que não existia…